Os policiais civis de Pernambuco entraram em greve por tempo indeterminado na madrugada desta segunda-feira (23). A greve foi decretada em assembleia na semana passada, após cinco meses de campanha salarial e seis assembleias, seguidas de paralisações, atos de protesto e passeatas, segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE).
Cláudio Marinho, presidente do Sinpol/PE
A Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, estava vazia na manhã desta segunda. No complexo de delegacias da Siqueira Campos, no centro da capital pernambucana, a cozinheira Maria Jucilânia de Lima Assis não queria saber da greve. "Minha filha desapareceu desde quinta (26). Não quero saber de greve, quero é a minha filha", reclama Maria Jucilânia, que veio de Bezerros, no Agreste, por que teve notícias que a filha teria vindo para o Recife.
O auxiliar de pedreiro Lourinaldo Santos foi pego de surpresa, mesmo com os avisos de greve. Ele perdeu o cartão do Bolsa Família e foi orientado pelo banco a procurar uma delegacia para registrar a ocorrência. "Eu não sei ler, não sei como vou fazer para registrar o boletim de ocorrência. Não sei essas coisas de internet", conta Santos. A vendedora Mariluce Silva já se mostrou mais compreensiva. "Eles precisam lutar pela causa deles. Prefiro o delegado de verdade, mas vou registrar o roubo da minha carteira pela internet mesmo", diz Mariluce.
Segundo a categoria, não vai haver registro de boletim de ocorrência, mas o serviço virtual da Delegacia Interativa será mantido. Investigações e ouvidas de testemunhas serão suspensas, mandados de prisão não serão cumpridos e o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) funcionará parcialmente, o que poderá causar atraso na entrega das identidades. O Instituto Médico Legal (IML) não aderiu à greve e continua funcionando normalmente.
Divulgação:equipe zevaldomix

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