Novos pacientes de uma clínica de estética de Cuiabá, que foi parcialmente interditada pela Vigilância Sanitária, apareceram com sintomas graves após um tratamento com um tipo de enzima para eliminar gorduras localizadas. As vítimas, mulheres e homens, foram infectadas por uma micobactéria durante procedimento na clínica Plena Forma e que deixou feridas em diversas partes do corpo.
Mais de 30 pacientes infectados estão sendo monitorados por um núcleo especial criado pelo SUS no Hospital Regional Metropolitano, em Várzea Grande. Porém, o desespero diante do surgimento das feridas que normalmente estão concentradas nas costas, abdômen e perna, tem feito com que os pacientes recorram à ajuda médica particular na tentativa de começar o tratamento mais rápido possível.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, frisa que além das sequelas no corpo ficaram a revolta e o medo. “Apareceram os nódulos, a vermelhidão, e ela [responsável] falava que era normal isso acontecer”, pontuou.
Outra paciente declarou que tem medo de morrer. “Eu tenho medo de morrer, tenho medo das seqüelas, porque eu tenho aqui em média de 35 a 40 nódulos nas minhas costas”, contou.
O Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade do estado (Cermac) começou a atender pacientes em situação mais delicada desde o dia 13, quando o escândalo veio à tona. Por conta da gravidade das infecções e devido ao alto número de casos é que foi criado o núcleo de atendimento especial pelo SUS.

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